Parabéns pra nós!

Escrito por marcelo dalla às 19h50
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MINHA IDADE
minha idade continua acesa, esperando. minha idade é azul e lilás. minha idade traz sensibilidade na mistura dos temperos. minha idade é amor em insistência. minha idade tem fome mas segura a onda. minha idade gosta da meia-noite. minha idade procura coisas novas em tudo, porque tudo tem a ver com tudo. minha idade rasgou todas as cartas e vai escrever um livro. Minha idade inventou um dinheiro novo, ficou rica e comprou todas as minhas gargalhadas por um bom preço. Minha idade construiu uma maquete de Gotham City pra morar lá. Parece que não, mas minha idade é feliz diante de todas as possibilidades.
Escrito por marcelo dalla às 19h46
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Festããããããããoooo!!!!

Escrito por marcelo dalla às 21h22
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Faber Castell
Ilustrações pra cartilhas da Faber Castell. Há quanto tempo não desenhava com lápis de cor!!!! Enfim, quem sabe faz à mão...


Escrito por marcelo dalla às 21h54
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Chorar Sempre!
A primeira vez que chorei foi quando nasci. De lá pra cá não mudou muito. Eu choro quando quero e em qualquer lugar. Pra mim é tão fácil!... Por qualquer motivo. Às vezes me bate aquela vontade, eu paro e digo: agora! E num instante a voz se torna embargada, os olhos umedecidos, as lágrimas salgadinhas vão encharcando o rosto, o coração vai se apertando e a vida grita que está viva, cada vez mais forte. Outro dia me tranquei no banheiro com um caderno que continha anotações póstumas da minha querida avó. Lia aquelas palavras inocentes, cheias de dedicação, amor, fé fervorosa e chorava... Chorava baixinho, com sofreguidão. Minha irmã bateu na porta gritando que queria entrar. Respondi: Me larga! Me deixa em paz! Não descansei enquanto não respinguei minhas lágrimas em todas as folhas do caderno. Lavei o rosto e saí como se nada tivesse acontecido. Apenas com a alma mais leve. Adoro, sou viciado em chorar. Se passo um dia inteiro sem sentir esse gostinho bom das lágrimas, no outro choro em dobro. Minha família e meus amigos já estão se acostumando com essa estranha mania. Alguns ainda me pegam de surpresa num canto, me deleitando com prantos de prazer, e entortam a boca com ar de reprovação. Aliás é esse o ponto: não faço apologia dos prantos de dor, raiva, tristeza, sofrimento - que também são benéficos por ajudar a aliviar um sentimento negativo - mas sim do pranto que limpa. Se choramos de felicidade é porque sentimos a vida mais interessante. É essa a magia. Pode parecer idiota chorar ao ver uma cena de novela, um filme. Mas nesse tipo de choro leve exercitamos a compaixão. Eu dedico as méritos do meu choro aos que bloqueiam as boas emoções, aos que tem medo, aos que tem o coração endurecido pelo preconceito. Enfim, um choro bem chorado vale mais que mil palavras. Experimentem! No começo pode parecer difícil, mas aos poucos os bloqueios e as travas dos sentimentos vão se afrouxando, e a energia flui naturalmente. A memória emotiva se intensifica, e quando vemos estamos chorando apenas por gostar do cheiro de uma flor. Quando nos damos conta, um alívio, uma paz intensa invade a alma, e a vida se torna puro deleite. Cuidado com o excesso, nem preciso dizer, devemos seguir sempre o caminho do meio. É preciso chorar comedidamente, mas chorar sempre!
Escrito por marcelo dalla às 21h50
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Horóscopo

Gente, tô escrevendo o horóscopo do Jornal Destak, quem já viu? É um novo jornal que circula pela cidade de São Paulo. A proposta da coluna, mais do que fazer previsões (é muito vago ficar fazendo previsões pra cada signo, mesmo porque ainda não domino muito bem essa técnica) é filosofar, falar um pouco da energia de cada planeta, cada signo, levar sempre um raciocínio inspirador, uma palavra positiva. Coisa que eu adoro e já faço nesse blog, inclusive. Assunto é o que não falta! Tô aqui pensando: será que eu abro outro blog só pra postar essa coluna diária? Acho que vai ter que ser, não quero abarrotar esse...
Escrito por marcelo dalla às 23h13
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Única apresentação em Itajubá!!!

Escrito por marcelo dalla às 20h32
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A FUGITIVA
Era uma mulher ou uma musa, aquela que fugia pelas ruas do centro?
Corria com alarmada malícia, seu passos faiscavam relâmpagos, a mistura de fogo e beleza sobressaltada incendiava os paralelepípedos. Fiquei me perguntando qual seria a fabulosa e maldita história daquela mulher.
Passou por mim como quem arrasta para a noite um símbolo pesado e ardente, deixando no ar um perfume de pureza quase louca. Tinha nos olhos o brilho mortal: estava perdidamente apaixonada. Ela fugia desse amor insano que fatalmente daria um fim à sua vida.
Aquela mulher era a própria encarnação de todas as paixões cegas, uma deusa que fugia de um destino inexorável, a própria tragédia grega correndo correndo na ilusão do alívio de um fardo intolerável. Corria sangrando de ódio e desejo, deixando um rastro pela imensa noite afora.
Uma aparição. Uma flecha ferida. Uma história de incêndio na alma, de amor obsessivo e imensa solidão, atravessando a neblina, a noite, o mundo, fazendo estremecer a terra.
Um corpo minado pela morte, que logo desapareceu na esquina de muros antigos junto com um grito delirante, um eco que vinha da escuridão de uma garganta lascada.
Frações de segundo foram o bastante para marcar eternamente a lembrança de quem a viu passar. Deito-me e levanto-me com ela, desde aquela noite.
Batizei-a com o nome de Valquíria. Musas doentias são perfeitas para a inspiração de um poeta.
Categoria: esquisitices
Escrito por marcelo dalla às 01h20
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Escrito por marcelo dalla às 19h38
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Oração de Micael
Temos de erradicar da alma todo o medo e terror do que o futuro possa trazer ao homem. Temos de adquirir serenidade em todos os sentimentos e sensações a respeito do futuro. Temos que olhar pra frente com absoluta equanimidade para com tudo o que possa vir e temos que pensar, somente, que tudo o que vier nos será dado por uma direção mundial plena de sabedoria. Isto é parte do que temos que aprender, nesta era, a saber: Viver com pura confiança, sem qualquer segurança na existência. Confiança sempre presente na ajuda do mundo espiritual. Em verdade nada terá valor se a verdade nos faltar. Disciplinemos nossa vontade e busquemos o despertar interior todas as manhãs e todas as noites.
Rudolf Steiner
Escrito por marcelo dalla às 15h42
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CAFÉ FUBÁ - Arte e Cultura do Sul de Minas

Programa semanal com uma hora e meia de duração, onde o apresentador Marcelo Dalla e o músico Omar Fontes Jr. recebem seus convidados com muita música, humor e espontaneidade.
Gravado sempre com platéia e num clima intimista, Marcelo Dalla também ensina e prepara receitas de bolos, doces, sopas, pratos típicos mineiros, receitas práticas e o que mais a imaginação permitir.
É como se estivessem em casa: enquanto o prato é preparado, Marcelo conversa com seu convidado, canta músicas acompanhado pelo tecladista Omar, dá dicas de livros, sites, passeios turísticos, interpreta textos, poesias, conta casos e piadas. No final, quando o prato fica pronto, serve para seu convidado e para um escolhido da platéia, junto com o típico cafezinho.
O programa é uma vitrine para a produção artística da região. No cenário, que reflete o clima de uma casa mineira, serão expostos quadros, esculturas e artesanato de artistas que buscam divulgar seu trabalho.
Personalidades que se destacam em todas as áreas profissinais serão convidadas a cada semana para vir bater um papo leve e descontraído. Podem trazer sua receita preferida para ser preparada no programa e cantar com o apresentador.
A música instrumental mineira (cuja qualidade dispensa maiores comentários) também tem seu espaço: o músico e tecladista Omar Fontes Jr. pode convidar outros músicos para tocar com ele e nos brindar com jam sessions inesquecíveis.
PROGRAMA PILOTO
A gravação do programa piloto está agendada para o primeiro sábado de agosto (05/08/2006) às 20h30 no Teatro Santa Cecília. A convidada será a cantora Márcia Salomon, que está lançando seu novo CD “Geminiana”.
Escrito por marcelo dalla às 19h56
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A FESTA PERFEITA
Entrou na festa Que era em cima de um telhado Soltou todos os bichos Ficou todo arrepiado Todo mundo era bonito O ambiente perfumado Atmosfera delirante Os amigos engraçados
Escandalosa festa Um bas-fond delicioso De figuras clandestinas Som perfeito equalizado Decorada com coqueiros Refletores pelas nuvens A cidade lá em baixo Sorriso por todo lado
Inesquecível festa Que durou um dia inteiro Não queria que acabasse Beijou na boca da mulata Sempre de olhos fechados Pensou que tava numa ilha Com batuques esquisitos Tava sonhando acordado
Maravilhosa festa, paraíso deslumbrante A partir daquele dia nada mais foi igual Pra ficar feliz de novo é só lembrar daquele instante Em que o mundo era perfeito e o diferente era normal
Escrito por marcelo dalla às 19h50
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